IPO da Nubank busca ser avaliado em mais de US$ 50 bilhões.

Banco Inter: time laranja

Em 1994 nasce o Banco Inter, denominado inicialmente como Intermedium Crédito, Financiamento e Investimento S/A, conhecido por “Intermedium Financeira” pela MRV Engenharia S/A. O propósito do banco naquela época era fornecer crédito para adquirir bens, serviços e capital de giro. No ano seguinte, em 1995, a companhia deu início às suas atividades de empréstimos e financiamento na categoria de crédito pessoal, capital de giro, crédito direto ao consumidor lojista e crédito direto ao consumidor com interveniência.

Na virada do milênio, a empresa dá início às atividades de crédito consignado e a mudança no controle acionário para os próprios sócios e não mais pela MRV Engenharia. Já em 2008, a instituição se torna um banco múltiplo, passando, posteriormente, a um banco completo. Em 2013, o Banco Inter passa a ter a autorização do Banco Central e da CVM para entrar no mercado de renda fixa, renda variável, fundos, entre outros.

Nubank: time roxo

Do zero ao mil, a Nubank foi criada em 2013 pelo colombiano David Vélez junto com a brasileira Cristina Junqueira e o americano Edward Wible. Inicialmente, o escritório da startup era situado em uma casa no bairro Brooklin, na capital de São Paulo. O banco digital tinha – e ainda tem – o propósito de oferecer serviços bancários sem nenhuma tarifa ou taxa escondida como os demais bancos. Em um ano o Nubank já contava com mais de 300 funcionários e, no ano seguinte, em 2014, passou a receber aportes de um fundo de investimento internacional. 

Hoje, a Nubank já é avaliada em um IPO de US$ 50 bilhões, e não para por aí. A companhia irá oferecer Brazilian Depositary Receipt (BDRs) a alguns clientes, trazendo mais de 20 milhões de pessoas para a bolsa.

De fato, os bancos digitais vieram para facilitar a vida de todo mundo. Evitar filas, conseguir descontos antecipando a fatura, receber cashback e não pagar mais taxas abusivas de anuidade tornou o uso do cartão de crédito mais acessível ao bolso do brasileiro. Além disso, antes mesmo da chegada do PIX, as contas digitais já possibilitavam transferências e pagamentos sem cobranças.

E esse IPO do Nubank aí?

Como dito anteriormente, o valuation da fintech está situado na casa dos US$ 50 bilhões, sendo um dos motivos para a companhia realizar sua oferta pública inicial diretamente da terra do Mickey Mouse. Trata-se de um unicórnio, uma companhia que soube inovar e trazer tudo que o brasileiro precisa: desburocratização do sistema bancário. Além do mais, o Nubank já alcançou a marca de 40 milhões de clientes.

Mas a sacada de mestre da companhia foi oferecer a alguns clientes BDRs sem nenhum custo. Vocês devem estar se perguntando: mas por quê? Um dos motivos é que a corretora Easynvest agora faz parte da companhia, trazendo milhares de clientes para sua base. Xeque-mate! 

Como receber o BDR da Nubank?

Para você receber sua BDR gratuitamente sendo correntista da Nubank, basta:

  • i) Ter conta aberta no Nubank;
  • ii) não ter inadimplência;
  • iii) ter realizado uma operação dentro de 30 dias;
  • iv) aceitar o convite através do aplicativo.

Banco Inter: valorização pela “bota”

Com o anúncio de que a Nubank seria listada na NYSE, o Banco Inter surfou na alta com mais de 15% de valorização. A companhia já anunciou que também irá para a bolsa americana, sendo listada na Nasdaq, a segunda maior bolsa dos EUA. De toda forma, esses bancos chegaram para inovar o mercado financeiro e facilitar a vida dos brasileiros.

Mais democratização e tecnologia. Os bancões que se cuidem!


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Sobre o autor:  Marco Saravalle é analista CNPI-P (SP-2729) e sócio-fundador da BM&C e da Sara Invest. Foi estrategista de Investimentos do Banco Safra, estrategista de Investimentos da XP Investimentos, Analista e co-gestor de fundos de investimentos na Fator Administração de Recursos e GrandPrix e analista de ações na Coinvalores e Socopa. Iniciou sua carreira no programa de Trainee do Citibank. Formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP, Pós-graduado em Mercado de Capitais pela USP e Mestrando em Economia e Finanças pela FGV/EESP. Atualmente é Diretor Administrativo/Financeiro da Apimec Nacional, membro do comitê de educação da CVM e presidente do Conselho da ONG de educação financeira, Multiplicando Sonhos.

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