Destaques das Demonstrações Financeiras de 30-Jun20, comparando o 1S20 com o 1S19

  • Cartões Cadastrados 25 milhões (crescimento de 21%)
  • Cartões Faturados 16 milhões (crescimento de 8%)
  • Volume Financeiro Transacional (programas de relacionamento como milhagem) R$ 142 milhões (crescimento de 7%)
  • Posições de Atendimento 1.969 (crescimento de 4%)
  • Receita Líquida  de R$ 226 milhões , aumento de 9%
  • Margem Bruta de 28,3% (versus 23,5%)
  • EBITDA de R$ 62 milhões , aumento de 35%
  • Margem EBITDA de 27,4% (versus 22,2%)
  • Lucro Líquido de R$ 20,5 milhões, aumento de 125%
  • Dívida Líquida (IFRS-16) de R$ 47 milhões , redução de 58%
  • Divida Líquida / EBITDA (IFRS-16) de 0,4x , versus 0,3x
  • Disponibilidades de R$ 77 milhões aumento de 196%

Estes comentários tem como base a comparação entre os primeiros semestres porque o período de seis meses em 2020 atenua as distorções causadas pela oscilação nos dois primeiros trimestres do ano.

Em todos os indicadores, operacionais e financeiros, mesmo com a COVID-19, a CSU teve até agora um ótimo desempenho em 2020.  Com exceção da alavancagem, aliás baixíssima e com leve aumento, todos os indicadores estão bem melhores que há 1 ano.

A empresa informa que em vários de seus segmentos de negócios, após uma forte retração em Abril e Maio, as receitas voltaram a crescer e a retomada foi notada nos meses de Junho e adiante. 

Embora seja uma empresa digital a CSU ainda não opera em segmentos ou produtos disruptivos.  Portanto não se pode esperar dela um potencial explosivo de geração de valor. 

Por fazer parte do ambiente digital a CSU presta serviço para empresas tradicionais como também para as que estão na fronteira da inovação. Portanto ela pode se beneficiar, e está claramente se beneficiando, da acelerada digitalização imposta pelo distanciamento social e limitações trazidas pela COVID-19.

Até mesmo num business bastante tradicional como Contact Center, responsável por 53% das Receitas Liquidas e 23% do EBITDA, a companhia vem obtendo um bom crescimento de geração de caixa.  Houve menos Posições de Atendimento (PAs) “faturando” mas o EBITDA por PA vem subindo por conta de robotização e conquista de contratos mais rentáveis:

A redução das despesas teve um fator não recorrente.  Com a pandemia houve redução de Pessoal, com redução de salários e suspensão de contratos trabalhistas.  Maiores gastos rescisórios da ordem de R$ 3,7 milhões ocorreram no 2T19, decorrentes do processo de reestruturação do quadro de colaboradores da Companhia.  Com isso as Despesas com Vendas e Marketing, Gerais e Administrativas, semestre a semestre, foram reduzidas de R$ 38 para R$ 35 milhões e em termos percentuais sobre Receita Liquida de 18,5% para 15,6%. 

FLUXO DE CAIXA

A geração operacional de caixa atingiu R$ 49 milhões no 2T20, beneficiada por gestão mais incisiva do do Capital de Giro, com destaque às postergações de recolhimento de encargos e tributos, aprovadas pelas autoridades governamentais.

A geração operacional de caixa, os investimentos realizados e novo empréstimo contratado no período (R$ 20,0 milhões), contribuíram para a redução da dívida líquida de R$ 33,7 milhões no trimestre.

No geral as medidas tomadas resultaram num aumento de caixa de R$ 50,6 milhões no trimestre.

Conclusão

Apesar da pandemia, o desempenho da CSU no primeiro semestre foi muito bom.  As receitas subiram,  os indicadores de rentabilidade melhoraram e as gerações de lucro e de caixa foram bastante satisfatórias, resultando em posição de caixa maior e dívida líquida menor.

O risco mais significativo que a CSU enfrenta, pela natureza do seu negócio, seria a perda de algum cliente/contrato relevante, dado que a companhia tem concentrações de receitas em alguns nomes.  De qualquer modo a empresa tem condições de superar um evento assim porque não há uma dependência crítica de qualquer cliente . 

Para os próximos trimestres as perspectivas são positivas, pois a evolução do quadro econômico no Brasil é favorável aos clientes da CSU e, portanto, para ela também. 

Nota:  Este post foi elaborado a partir de informações obtidas da central de download da área de RI da  CSU-CardSystem.

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NÃO SE TRATA DE RECOMENDAÇÃO DE COMPRA OU VENDA

Sobre o Autor: Claudio R. Cusin é Engenheiro Mecânico formado pela Poli (USP) e Economista formado pela FEA (USP). É atualmente consultor de finanças tendo trabalhado no mercado financeiro por 30 anos. Foi Diretor de Credito e de Risco em vários bancos de investimento e comerciais. Email: claudio@smallcaps.com.br

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