Maior companhia de locação de plataformas aéreas da América Latina

HISTÓRICO DE FORMAÇÃO

A Mills foi formada em 1952 como uma empresa de andaimes e escoramento que prestava serviços para o setor de construção civil. Empresa pioneira em soluções para trabalhos em alturas, a Mills está presente no mercado há mais de 68 anos e é considerada a maior companhia de locação de plataformas aéreas da América Latina e soluções de engenharia, com construções de alta complexidade. A Mills está presente em todo o território brasileiro, em 18 estados e 30 localidades.

Com a expansão na década do setor de construção civil no Brasil na década de 1970 e 1980, o crescimento da Mills foi acentuado, sendo responsável pela construção da Ponte Rio- Niterói, da Usina Hidrelétrica Itaipu, bem como da primeira plataforma de exploração de petróleo no Brasil.

O negócio da companhia é oferecido através de duas unidades: construção e rental. O portfólio da empresa é segmentado em quatro categorias, sendo elas: de acesso, escoramento, formas e sistemas especiais. A companhia, ao longo dos anos, tem atuado de forma a minimizar os impactos do meio ambiente através da implementação de pisos metálicos, sistema de separação de água e óleo, reciclagem de peças em aço carbono e alumínio. 

SEGUE O LÍDER

Sendo uma das principais empresas que fornecia produtos e serviços à construtoras, no ano de 2014, a Mills sentiu o impacto negativo por escândalos ocorridos no setor e a diminuição da demanda decorrente da crise instaurada. Todavia, a companhia se reinventou, passando a dar mais foco ao aluguel de plataformas aéreas para trabalhos em altura, que lhe permitiu depender menos de demandas cíclicas e abranger mais pequenas obras, como manutenção de áreas de prédios. No mesmo ano, a Mills incorporou sua concorrente, Solaris, liderando o mercado de aluguel de plataformas elevatórias no Brasil.  

Mesmo com a pandemia de Covid-19, o setor de construção civil apresentou bons resultados de lançamentos e vendas em 2020, superior ao ano anterior. A expectativa para 2021 é de crescimento de 4%, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Apesar do possível aumento na taxa de juros, o setor deve continuar se beneficiando, já que a taxa ainda se encontra em patamares muito baixos, aumentando a propensão ao crédito.

ANÁLISE DOS RESULTADOS: LUCRO EM ELEVAÇÃO

A receita da empresa concentra 80% em aluguel de equipamentos (maior frota de plataforma aérea do país) e 20% na área de infraestrutura. A receita líquida da companhia apresentou crescimento desde 2017, depois de enfrentar quedas consecutivas a partir de 2013. A geração de caixa operacional ajustado da empresa também vem se recuperando desde 2017, de R$ 50,2 milhões para R$ 148,4 milhões no LTM3T20.

Em relação ao endividamento, a Mills aponta para uma dívida de longo prazo de 72,1% e de curto prazo equivalente a 27,9%. O risco de mercado é reduzido, já que a empresa apresenta diversificação dos seus clientes.

Fonte: RI da companhia

VALUATION E INDICADORES DE EFICIÊNCIA

O P/Ebit está negativo em -215.4, indo de encontro com o preço sobre o lucro (P/L) de -92,76, evidenciando que a ação pode estar fora do esperado. No entanto, é preciso ter cautela, já que a companhia apresenta baixas margens (LPA de -0.06), acumulando prejuízos.

O Return on Equity (ROE) e Return Over Invested Capital (ROIC) da entidade estão negativos em -1.37% e -0.78%, respectivamente. Tais resultados apontam que a empresa tem tido dificuldades de agregar valor a partir de seus próprios recursos e o quanto a empresa está conseguindo se rentabilizar a partir do capital investido.

As ações (MILS3) têm se valorizado em aproximadamente 20% em 12 meses, sendo que no mês está em alta de 8.2%.

http://sarainvestoficial.com/

Sobre o autor: Marco Saravalle é analista CNPI-P e sócio-fundador da BM&C e da Sara Invest. Foi estrategista de Investimentos do Banco Safra, estrategista de Investimentos da XP Investimentos, Analista e co-gestor de fundos de investimentos na Fator Administração de Recursos e GrandPrix e analista de ações na Coinvalores e Socopa. Iniciou sua carreira no programa de Trainee do Citibank. Formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP, Pós-graduado em Mercado de Capitais pela USP e Mestrando em Economia e Finanças pela FGV/EESP. Atualmente é Diretor Administrativo/Financeiro da Apimec Nacional, membro do comitê de educação da CVM e presidente do Conselho da ONG de educação financeira, Multiplicando Sonhos.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Apesar de serem excelentes recomendações, a impressão que passa, pela recente grande valorização, é que já fizeram parte de alguma recomendação e, nesta fase, as informações visam dar um merecido upgrade em quem já investiu antes. Mesmo assim, pode ser uma boa, para pegar a “rebarba” de alguma possível valorização. Como sou novo investidor da bolsa, não me arrisco nesta fase, pois o melhor dela já passou, ou está quase passando.

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