Líder no mercado brasileiro no ramo de carroceria, companhia já vê retomada do setor.

Atuação
A companhia, fundada em 1949, percorreu um longo caminho até se tornar a Marcopolo S.A. Nos anos 80, incorporou as empresas Marcodipe – Distribuidoras de Pelas Ltda., Marco Rio – Indústria e Comércio Ltda. e, no final da década, foi a vez da Eliziário S.A. – Carrocerias e Ônibus. Ainda, em 1991, a empresa incorpora a Polo Agenciadora de Negócios Ltda. e MP Participações e Administração Ltda e, cinco anos após, institui o programa de ADR (American Depositary Receipts) nos Estados Unidos da América.

Atualmente, a companhia conta com presença nacional e internacional de seus produtos em todos os continentes, em países como Argentina, México, China e Austrália.

Segmento
A Marcopolo opera em diversos segmentos de ônibus, como rodoviarios, urbanos e micro-ônibus (contando também com a linha Volare, na qual, diferentemente dos outros produtos, produz tanto chassi, quanto carroceria). Além disso, atuam na fabricação e comercialização de automóveis e nas peças gerais que compõem o ônibus. A receita líquida é concentrada em mais de 70% no mercado nacional, seguida de 13% na Austrália e cerca de 4% no México.   

Seu segmento operacional é dividido em dois, sendo:

i) Industrial: atua na produção de carrocerias para ônibus e peças de reposição

ii) Financeiro: responsável pelo financiamento dos produtos da Companhia através do Banco Moneo.     

Sustentabilidade
As práticas sustentáveis são asseguradas pela certificação ISO 9002 e ISO 9001, obtidas nos anos de 1996 e 1997, respectivamente. Em 2005, também adquiriu a certificação ISO 14001, norma requerida internacionalmente para a demonstração de responsabilidade socioambiental por parte da companhia.

Cenário pandêmico e o 1T21
A receita líquida da empresa foi de R$ 834 milhões, redução de 9,3% frente ao primeiro trimestre de 2020. Apresentou prejuízo líquido de R$ 14,7 milhões, com margem de -1,8%. A produção de ônibus no Brasil no primeiro trimestre do ano foi bem afetada pela pandemia do novo coronavírus, tendo uma queda de 32,6% em relação ao ano anterior. A companhia, recentemente, apostou no lançamento do New Attack, micro-ônibus que substitui as vans. No 1T21, a empresa concedeu mais de 700 veículos para o Caminho da Escola, programa do governo federal – que contou com 397 micro-ônibus, 354 da Volare e 40 urbanos. Neste mês de junho, o Diário Oficial da União divulgou uma nova licitação do programa, que irá comprar em leilão 7 mil veículos com preços médios de R$ 380 mil, num total de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Caso a Marcopolo conquiste parte do leilão, terá grande impacto positivo para a companhia, dado os fortes impactos que tem sofrido.

Fonte: RI da Companhia

A produção da companhia continua sendo afetada de forma negativa pela pandemia, principalmente pela 2º onda. Além da sazonalidade ocorrida frequentemente no primeiro trimestre de todo ano, os novos fechamentos de cidades, aumento do número de casos de infecção e restrições de mobilidade foram determinantes para a diferença entre o primeiro trimestre de 2020, quando ainda não se tinha decretado a pandemia.

Entretanto, a aceleração da vacinação no mundo, visto que a companhia tem uma forte presença no mercado internacional, tende a ser positivo para a retomada do setor e a recuperação da companhia.

MÚLTIPLOS

P/LPEG RATIOLPAP/EBITDA
39.3-0.670,0823.5

INDICADORES DE RENTABILIDADE

ROEROAROIC
2.9%1.8%1.9%
MARGEM BRUTAMARGEM EBITDAMARGEM LÍQUIDA
19.6%5.4%5.1%

DADOS DE MERCADO

MARKET CAPEVBETA
R$ 2.9 BR$ 3.4 B1.03

INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO

DÍV. LÍQ/PLDÍV. LÍQ/EBITDALIQ. CORRENTE
0.414.12.2

Fonte: Economatica – 16/06/2021


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Sobre o autor:  Marco Saravalle é analista CNPI-P (SP-2729) e sócio-fundador da BM&C e da Sara Invest. Foi estrategista de Investimentos do Banco Safra, estrategista de Investimentos da XP Investimentos, Analista e co-gestor de fundos de investimentos na Fator Administração de Recursos e GrandPrix e analista de ações na Coinvalores e Socopa. Iniciou sua carreira no programa de Trainee do Citibank. Formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP, Pós-graduado em Mercado de Capitais pela USP e Mestrando em Economia e Finanças pela FGV/EESP. Atualmente é Diretor Administrativo/Financeiro da Apimec Nacional, membro do comitê de educação da CVM e presidente do Conselho da ONG de educação financeira, Multiplicando Sonhos.

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