Grupo virou sinônimo de inspiração para outras marcas

A história do Grupo soma se inicia em 2010 com a fusão de duas grandes marcas: Animale e Farm. A empresa se autodenomina líder no segmento de moda feminina, com o propósito de “construir marcas que gerem paixão e sejam inspiração”. Em 2014, ganharam a presença da Fábula (moda infantil) e da A. Brand. Em 2015, um ano depois, a Foxton (moda masculina) ampliou o portfólio do Grupo Soma. Em 2017 foi a vez da marca Cris Barros e, no ano seguinte, surgiu a OFF Premium (coleções de moda brasileira). No ano de 2019, a Animale inaugurou as marcas Animale Jeans e Animale Oro. Ano passado (2020) a empresa se juntou ao Grupo Filó.

LIDERANÇA DE PONTA COM MULHERES NO COMANDO

A companhia tem buscado expandir suas operações menores, sobretudo com a Foxton, Maria Filó e Fábula. A empresa tem a expectativa que ultrapasse os 450 lojas com as novas marcas (atualmente, existem 270 lojas). A entidade, nos dias de hoje, conta com mais de 5.300 colaboradores, sendo que 75% são mulheres e, dentre essas mulheres, 75% ocupam cargos de liderança.

Além disso, a conselheira do Grupo Soma, Raquel Maia, reforça a presença da companhia nas questões sustentáveis, sociais e de governança (ESG), dando enfoque à questão sustentável na prática. O foco da companhia é conseguir zerar as emissões de carbono até 2050.

Um passo à frente das concorrentes, o Grupo Soma já possui uma estratégia multicanal há anos. O principal objetivo, no momento, está em aumentar a base de clientes digitais.

O Grupo conta com nove centros de distribuição: quatro no Rio de Janeiro (sendo que um é responsável por mandar matéria-prima para todas as outras marcas, um para distribuir os produtos já prontos e dois que dão suporte exclusivo à Maria Filó), dois situados em São Paulo, um no Espírito Santo e mais dois no exterior (para atender a operação operacional da Farm). Apesar dos pontos positivos da empresa, a terceirização com empresas que não garantiam a qualidade no ambiente de trabalho para os operários foi alvo de grande crítica ao Grupo.

VESTUÁRIO E JÓIAS SERÃO MAIS BENEFICIADOS NO PÓS-CRISE?

Um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, o segmento de vestuário e jóias deve ter um bom ano em 2021, com a retomada da demanda. Além do mais, o setor se beneficiou da alta do e-commerce, já que as pessoas passaram a comprar online por conta das restrições de distanciamento social. Ter uma estratégia multicanal possibilita suprir tanto as necessidades de quem precisa ou prefere compras via internet, como para quem prefere ter o contato físico com o produto. No entanto, uma possível alta na taxa de juros pode impactar negativamente a companhia,dando continuidade a esse mercado fragmentado.

GRUPO SOMA: ALTA DE 173% NOS CANAIS DIGITAIS

O lucro líquido ajustado foi de R$ 21,9 milhões no 3T20. O varejo e o e-commerce apontaram SSS (Same Store Sales) de +10%. A margem bruta foi elevada em 0,5 pontos percentuais e os estoques reduzidos em comparação com o terceiro trimestre de 2019. Houve crescimento de 173% nos canais digitais, reforçando a retomada do crescimento da companhia. 

Entretanto, o valuation do Grupo apresenta um P/L de -84,83 com o LPA negativo (-0,15) indicando que a empresa possui margens baixas. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) apontou resultado negativo, de -4,68%, mostrando que a empresa está com dificuldades de gerar lucro através de seus recursos.

A oferta pública inicial (IPO) do Grupo Soma (SOMA3) arrecadou R$ 1,8 bilhão. Do total, R$ 1,3 bilhão foi destinado ao caixa da companhia. A ação está sendo negociada na casa dos R$ 12,60, com queda de -4,51% no mês.

http://sarainvestoficial.com/

Sobre o autor: Marco Saravalle é analista CNPI-P e sócio-fundador da BM&C e da Sara Invest. Foi estrategista de Investimentos do Banco Safra, estrategista de Investimentos da XP Investimentos, Analista e co-gestor de fundos de investimentos na Fator Administração de Recursos e GrandPrix e analista de ações na Coinvalores e Socopa. Iniciou sua carreira no programa de Trainee do Citibank. Formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP, Pós-graduado em Mercado de Capitais pela USP e Mestrando em Economia e Finanças pela FGV/EESP. Atualmente é Diretor Administrativo/Financeiro da Apimec Nacional, membro do comitê de educação da CVM e presidente do Conselho da ONG de educação financeira, Multiplicando Sonhos.

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