Cartão de crédito sem anuidade e de fácil acesso

A HISTÓRIA DO EX-BANCO DO SILVIO SANTOS

O Banco PAN, anteriormente chamado de Banco PanAmericano, é um banco brasileiro que atua na área financeira de cartões de crédito, crédito consignado, financiamento de veículos, banco digital e investimentos de renda fixa. Em 2011, o Banco BTG Pactual S.A. deteve a totalidade de suas ações, que eram de titularidade do Grupo Silvio Santos, passando a controlar a companhia junto à Caixa Participações S.A. (Caixapar). No mesmo ano, objetivando o compromisso de parceria estratégica da empresa com os acionistas controladores e o alinhamento de interesse entre as três companhias, foram firmados os primeiros Acordos de Cooperação Operacional e Comercial. Tais medidas tiveram um papel imprescindível para que o Banco se tornasse o que é hoje. 

ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO

Em 2012 e 2014, a fim de desenvolver sua estratégia de crescimento, a instituição financeira realizou dois aumentos de capital de R$ 1,8 bilhão e R$ 1,3 bilhão. No ano de 2017, a empresa encerrou sua participação societária na Stone Pagamentos S.A.

No mês de março de 2021, o Banco Pan anunciou que a Caixa tem intenção de deixar de ser co-controladora do banco. A companhia apontou que já protocolou o pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

LIDANDO COM A CONCORRÊNCIA

Com a entrada mais forte das Fintechs no mercado, os bancos ditos “tradicionais” estão tendo cada vez mais que se reinventar para não ficar para trás e perder sua clientela. O Banco Pan percebeu tais entradas de concorrentes e logo agiu: criou um banco digital que não cobra anuidade e nem taxas na conta-corrente. Concorrentes diretos como Banco BMG, Banco Inter, Nubank, Next (banco digital do Bradesco) e Iti (banco digital do Itaú) estão proporcionando cada vez mais oportunidades aos correntistas. A nova modalidade da vez é a devolução de parte das compras através de cashback. A corretora XP Investimentos anunciou o novo cartão de crédito da companhia, que não só devolve parte do dinheiro que o cliente gastou, mas também transforma esse retorno de 1% das compras em investimentos.

VANTAGENS COMPETITIVAS

As vantagens competitivas do Banco Pan, apesar da recente digitalização tecnológica, estão na concessão de crédito consignado, que apresenta cerca de 50% da receita da companhia. O marketing share da companhia é muito concentrado no financiamento de veículos. O público alvo da instituição é principalmente a população de baixa renda, com foco nas classes C, D e E que demandam crédito e produtos financeiros.

RESULTADOS

Os índices de inadimplência do Banco Pan têm apresentado significativos avanços, com uma queda acentuada no segundo semestre de 2020. No 4T20, a instituição apontou lucro líquido de 171MM, leve alta de 0,4% frente ao mesmo período de 2019. No ano de 2020, a alta foi de 27%. Entretanto, o lucro líquido da companhia apresentou alta de 208% desde 2017.



Fonte: RI da companhia

INDICADORES FUNDAMENTALISTAS

Os indicadores de Valuation do Banco Pan, comparados aos concorrentes (Banco BMG e Banco Inter), mostram que o banco está dentro dos padrões do setor, bem como seu dividend yield, de 1.95%.O mercado está animado com a companhia em decorrência do seu lucro, o que ocasionou em uma “esticada” no P/L, em linha com o P/VP de 2,4, que demonstra os ânimos e as boas expectativas que o mercado possui, já que o crescimento da receita nos últimos 5 anos foi de aproximadamente 35%.

O ROE da empresa, por outro lado, é superior ao das demais, no valor de 12.33%, mostrando que a empresa tem utilizado seus recursos de forma produtiva, tal qual o ROA, de 1.68%.

As ações da companhia vem apresentando significativa valorização em 12 meses, em 92.07% com o ticker BPAN4, cotada a R$10,66.

http://sarainvestoficial.com/

Sobre o autor:  Marco Saravalle é analista CNPI-P e sócio-fundador da BM&C e
da Sara Invest. Foi estrategista de Investimentos do Banco Safra, estrategista
de Investimentos da XP Investimentos, Analista e co-gestor de fundos de
investimentos na Fator Administração de Recursos e GrandPrix e analista de
ações na Coinvalores e Socopa. Iniciou sua carreira no programa de Trainee do
Citibank. Formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP, Pós-graduado em Mercado
de Capitais pela USP e Mestrando em Economia e Finanças pela FGV/EESP.
Atualmente é Diretor Administrativo/Financeiro da Apimec Nacional, membro do
comitê de educação da CVM e presidente do Conselho da ONG de educação
financeira, Multiplicando Sonhos.

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