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    Jalles Machado

    A Jalles Machado é fruto do espírito empreendedor de Otávio Lage. A empresa já nasceu com uma missão social: gerar mais empregos e renda para Goianésia. E hoje, é referência em qualidade, preservação do meio ambiente e responsabilidade social, além de estar presente em quase todo o mundo com a marca Itajá. Atualmente, são duas unidades industriais que geram carca de 3.800 empregos diretos e fazem da cana a principal atividade econômica do município.

    O início foi em 1980, quando Jalles Fontoura era prefeito de Goianésia. A pecuária não era suficiente para empregar todas as pessoas da Cidade e Otávio Lage começou a articular a implantação de uma destilaria de álcool na região, atendendo o chamamento do Governo. Naquela época, para enfrentar a Crise do Petróleo, o Governo Federal, por meio do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), investiu na produção e incentivou o consumo do combustível de cana.

    Assim, os fazendeiros da região de Goianésia poderiam produzir a cana e fornecer a matéria-prima para a indústria, que seria implantada em parceria com a Empresa Brasileira de Álcool S/A (Brasálcool), uma empresa de São Paulo, que já tinha expertise no negócio e que tinha a Petrobrás como sócia.

    Então, com a liderança de Otávio Lage e a participação dos fazendeiros, foi instituída em 16 de julho de 1980, a Cooperativa dos Produtores de Cana de Goianésia Ltda (Cooperálcool), com os seguintes cooperados: Genervino Manoel da Silva, Silvio Manoel da Silva, Mário Hélio Alves, Segundo Braoios Martinez, Manoel Braollos Martins, Maurício de Freitas Cardoso, Gibrail Kinjo Esber Brahim, José Rodrigues da Costa, João Bosco Umbelino dos Santos, Fabrício D’Áylla Valva, Ricardo Fontoura de Siqueira, José Ludovico dos Reis, Jalles Fontoura de Siqueira, Leonardo Camilo Lobo, Otávio Lage de Siqueira Filho, Jair Lage de Siqueira, João Gonçalves Vilela, Helio Antonio de Sousa, Elacy Caetano Rosa, Djalma Ovídio de Vito, Vibrair Antônio Rodrigues, Sebastião Custódio Carneiro, Roberto Machado Pedrosa, Roberto Machado Pedrosa Filho, Orlindo Olímpio Barbosa, Sebastião Gonçalves Rosa, Francisco Rodrigues de Camargo, Dikson Martins Rodrigues, João Martins Rodrigues, Sidiney José de Oliveira, Valdemir Alves da Silva, Oseas Marcelino Campos, Manoel Castro de Arantes e Marco Aurélio Cardoso.

    Otávio Lage foi eleito presidente do Conselho de Administração. A instituição era responsável pelo preparo do solo, plantio, tratos culturais, transporte e venda para a Destilaria e o repasse dos lucros para o produtor. A frota de máquinas e a mão-de-obra empregada eram totalmente da Cooperativa.

    A Cooperálcool teve como gerente adjunto José Ludovico. Com a sua saída, Segundo Braoios Martinez foi eleito para a função em 26 de setembro de 1981. Em 1988, foi criado o cargo de superintendente da instituição e Segundo foi eleito para ocupá-lo. Ele ficou à frente da Cooperativa até 1990 quando os associados venderam o canavial para a Destilaria.

    Para consolidar a parceria entre a Cooperálcool e a Brasálcool, ser a ligação entre as duas empresas e ajudar na concepção do projeto da destilaria a ser implantada pela companhia paulista foi designado Otávio Lage de Siqueira Filho. Ele foi então a São Paulo conhecer o funcionamento da Brasálcool e fazer treinamentos. Foi quando percebeu que era mais viável e lucrativo que a indústria fosse de propriedade também dos fazendeiros da região. Apresentou a ideia ao pai, que se convenceu de que seria mesmo a melhor opção e a indústria poderia gerar mais desenvolvimento para a região sendo de propriedade das pessoas da cidade. Eles também optaram por propor à Brasálcool ser acionista da indústria.

    Otávio Lage articulou a implantação da Destilaria e conseguiu vários interessados em ser sócios do empreendimento. Alguns já eram associados à Cooperálcool. Dessa forma, em 14 de novembro de 1980, foi instituída a Destilaria Goianésia Álcool S/A, com os seguintes sócios: Brasálcool, Otávio Lage de Siqueira, Gibrail Kinjo Esber Brahim, Agropecuária Morais Ferrari, Planagri Empreendimentos Agropecuários Ltda, Jair Lage de Siqueira, Lamar Empreendimentos e Participações Ltda, Vera Cruz Agropecuária Ltda, Segundo Braoios Martinez, Manoel Braollos Martins, José Antônio da Silva, Genervino Manoel da Silva, Valdivino José da Silva, Silvio Manoel da Silva, Roberto Machado Pedrosa, Roberto Machado Pedrosa Filho, Jalles Fontoura de Siqueira, Leonardo Camilo Lobo, Otávio Lage de Siqueira Filho, Francisco Rodrigues de Camargo e João Gonçalves Vilela.

    Assim, existiam associados que tinham cotas acionárias somente na indústria; outros investiram apenas na Cooperálcool e também algumas pessoas que decidiram fazer investimentos tanto na destilaria quanto na produção da cana.

    Otávio Lage também foi eleito o presidente do Conselho de Administração da Destilaria Goianésia Álcool. A diretoria executiva, nomeada pelo Conselho, foi composta pelo diretor-presidente Otávio Lage de Siqueira Filho, diretor técnico Francisco Rodrigues de Camargo e diretor administrativo-financeiro Valthercides Pimenta.

    A primeira safra foi iniciada no dia 4 de maio de 1983 e teve duração de 121 dias. Nesse período, foram fabricados 13 milhões e 796 mil litros de álcool a partir de 192.370 toneladas de cana produzidas pela Cooperálcool. Para se ter uma ideia da história de crescimento da empresa, na safra 2019/20 tivemos moagem de 5.109.415 toneladas de cana, produção de 258.723 toneladas de açúcar, 272.756.215 litros de etanol, além da produção de levedura, energia elétrica e saneantes.

    Em uma época em que responsabilidade social e preservação do meio ambiente não eram prioridades para as empresas, Otávio Lage já tinha essas preocupações. Tanto que, também em 1983, foi fundado o Departamento de Assistência Social, que atendia funcionários da Destilaria e da Cooperativa, além de prestar ajuda à comunidade de Goianésia. Inicialmente funcionava na sede da Goianésia Álcool, mas um ano depois foi transferido para a Cidade para facilitar o atendimento aos colaboradores e seus familiares.

    O Departamento disponibiliza guias para consultas, atendimento médico, dentista, Telecurso 2000 para alfabetização de colaboradores no período noturno, cursos para gestantes com o fornecimento de enxovais para bebê, distribuição de kits de materiais escolares e leite em pó, além de contar com uma farmácia para fornecer medicamentos mais baratos.

    Também em 1984, foi elaborado o primeiro Plano de Assistência Social (PAS), feito anualmente pela empresa aplicando uma porcentagem do faturamento bruto em ações sociais. Um ano depois, foi fundada a Associação Coopergasa, um clube recreativo para os colaboradores da Cooperálcool e Goianésia Álcool e seus familiares, em uma área doada por Otávio Lage. Posteriormente, Coopergasa se transformou na atual Associação Esportiva Jalles Machado, que hoje oferece além da estrutura para lazer, aulas de natação, quadras poliesportivas, escolinha de futebol e campos de futebol.

    Na parte ambiental, em 1989, foi criado o primeiro programa de conscientização: o Ame a Ema. O objetivo era preservar a população de emas da região e conscientizar a comunidade a não matar esses animais. A campanha foi um sucesso e conseguiu aumentar consideravelmente o número de emas. A partir daí, surgiram vários outros programas ambientais e hoje a empresa é referência em sustentabilidade ambiental.

    Em 1987, com a saída do diretor técnico da Goianésia Álcool S/A, Francisco Camargo, o superintendente da Cooperálcool, Segundo Braoios Martinez, assumiu a função de diretor-técnico e passou a integrar a diretoria da empresa.

    No final da década de 1980, a mecanização da colheita de cana já era algo certo de que iria acontecer. Cada máquina iria substituir 100 cortadores de cana. Assim, preocupado com a geração de empregos para essas pessoas, Otávio Lage, Segundo Braoios e Clovis Morais, da Agropecuária Morais Ferrari, incentivaram o plantio de seringueiras na região. A extração do látex é feita manualmente e poderia absorver os trabalhadores da cana. Hoje, a região de Goianésia é uma das maiores produtoras de borracha natural do Brasil.

    Por volta de 1990, a Cooperálcool vendeu o canavial para a Goianésia Álcool S/A e a indústria passou a fazer também toda a gestão da matéria-prima, ou seja, passou a ser responsável pela parte industrial e agrícola, todos os processos da atividade econômica.

    Em 1993, a agroindústria iniciou uma nova fase e começou a produzir também açúcar cristal. A Goianésia Álcool S/A passou a se chamar Jalles Machado S/A Açúcar e Álcool, uma homenagem dos acionistas da empresa a Otávio Lage, colocando o nome de seu pai. A marca de açúcar cristal foi denominada Itajá, nome indígena da primeira fazenda em que Jalles Machado se instalou em Goianésia com os filhos.

    Otávio Lage era um entusiasta da educação e tinha o sonho de criar uma escola para os filhos dos colaboradores do Grupo. Em 1994, foi instituída a Fundação Jalles Machado, para manter a Escola Luiz César de Siqueira Melo, que oferece educação de qualidade e, além das disciplinas tradicionais, aulas de dança, teatro, música e esportes. Inicialmente oferecia apenas a primeira fase do Ensino Fundamental.

    A Escola cresceu, foi ampliada e hoje disponibiliza até o 9º ano e atende também crianças da comunidade. Conta com mais de 400 alunos e se tornou referência em ensino em Goianésia. Na mesma época, a Jalles Machado conquistou o selo da Fundação Abrinq, sendo reconhecida como Empresa Amiga da Criança.

    A Jalles Machado começou a se destacar no setor sucroenergético, pelo uso de tecnologias, pioneirismo e programas sociais e ambientais e conquistou várias premiações a nível nacional. Em 1997, a empresa iniciou as exportações do Açúcar Itajá para alguns países e, no ano 2000, conquistou a certificação de qualidade ISO 9000.

    No mesmo ano, por iniciativa de Otávio Lage, a empresa implantou uma central elétrica e foi pioneira em Goiás na cogeração de energia a partir do bagaço da cana, com capacidade instalada de 30 MW. A Jalles Machado S/A Açúcar e Álcool mudou de denominação e se transformou em Jalles Machado S/A.

    Ainda em 2000, o diretor-presidente Otávio Lage de Siqueira Filho concorreu às eleições municipais e foi eleito prefeito de Goianésia. Ele deixa a empresa para se dedicar à vida pública, sendo reeleito em 2004 e ficando à frente da Prefeitura até 2008. De 2000 a 2006, a presidência ficou a cargo de Otávio Lage de Siqueira. Após o seu falecimento, em 14 de julho de 2006, o filho Ricardo Fontoura assumiu a presidência. Otavinho retornou para a Jalles Machado em janeiro de 2009 e desde então continua no comando da empresa, no cargo de diretor-presidente.

    Em 2001, a Jalles Machado foi a primeira empresa do setor sucroenergético nacional a efetivar a venda de Créditos de Carbono, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) – Protocolo de Kyoto. Também nesse ano, implantou a fábrica de saneantes e iniciou a produção de álcool hospitalar, álcool para limpeza doméstica e álcool em gel.

    A produção orgânica começou em 2003 e hoje é um dos maiores diferenciais da empresa. O açúcar orgânico Itajá é produzido nos mais altos padrões de qualidade orgânica, possui inúmeras certificações e conquistou mercados internacionais. Atualmente, é exportado para Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão, Ásia, Comunidade Judaica e Muçulmana. Ainda em 2003, a Companhia também expandiu a sua cogeração de energia de 30 MW para 42 MW.

    Otávio Lage percebeu que era hora de expandir o negócio e, com aprovação do Conselho de Administração da Jalles Machado, começou realizar um antigo sonho: a construção de mais uma usina. Ele teve o cuidado de sediar a nova empresa também no município de Goianésia para que os impostos pudessem retornar em benefícios para a Cidade.

    A unidade industrial, com investimentos de R$ 410 milhões, começou a ser implantada nas proximidades do Povoado de Juscelândia e iria se chamar Codora, nome de uma das fazendas do Grupo naquela região. Mas Otávio Lage não pode ver seu sonho concretizado e, para homenageá-lo, os acionistas deram o seu nome à nova usina, inaugurada em 2011.

    Com o falecimento de Otávio Lage em 2006, o filho Ricardo Fontoura foi eleito presidente do Conselho de Administração da Jalles Machado, cargo que ocupou até 2017, ano de seu falecimento.

    Em 2012 e 2013, dois diretores, que estavam na empresa desde a constituição da Goianésia Álcool, deixaram os cargos. O diretor financeiro Valthercides Pimenta se aposentou em 20 de janeiro de 2012. Já Segundo Braoios Martinez deixou a Diretoria Comercial em 20 de fevereiro de 2013, e continuou a participar das decisões da empresa como membro do Conselho de Administração até 2015, ano de seu falecimento.

    Os netos de Otávio Lage, Rodrigo Penna de Siqueira e Henrique Penna de Siqueira, filhos de Ricardo Fontoura, assumiram as respectivas funções, e juntamente com tio Otávio Lage de Siqueira Filho, lideram a empresa mantendo a filosofia de trabalho e valores do avô.

    Assim, a Jalles Machado foi muito além do objetivo inicial de gerar empregos. Hoje a empresa é referência nacional e o Açúcar Itajá, produzido em Goianésia, chega a todas as regiões do Brasil e a quase todos os lugares do mundo, levando o nome do município, graças à visão de futuro de Otávio Lage e ao seu incentivo a toda a equipe. A sua capacidade de liderança e de fazer com que as pessoas acreditassem nos seus sonhos e trabalhassem para realizá-los transformou a economia de uma cidade do interior de Goiás, terra que Otávio Lage escolheu para viver.

    A história da Jalles Machado também faz parte da história de muitas pessoas que, através da empresa, tiveram a oportunidade de crescer, ter uma profissão, estudar e melhorar a sua renda. Os recursos financeiros destinados para os programas sociais e ambientais podem ser mensurados, mas os resultados desses projetos na vida dos colaboradores, seus familiares e para a sociedade são incalculáveis.

    Nesses quase 40 anos de existência da Jalles Machado, é impossível enumerar quantas pessoas passaram de cortadores de cana a operadores de máquinas ou para funções administrativas e de lideranças; quantos colaboradores, dependentes e pessoas da comunidade tiveram auxílio da Assistência Social; quantas consultas médicas e atendimentos odontológicos realizados; quantas árvores plantadas e animais preservados; quantas instituições sociais apoiadas; quantos atletas incentivados; quantas pessoas alfabetizadas e quantas crianças estudaram na Escola Luiz César.

    Os valores e os princípios de Otávio Lage ainda estão presentes na política da empresa, que é orgulho para Goiás e o Brasil.

    Nesse cenário de forte instabilidade mundial, sempre pensamos em Blue Chips. Porém, há empresas menores que podem ser até mais defensivas. Falaremos sobre uma delas, a Jalles Machado (ticker JALL3), que possui valor de mercado de r$...

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