Contexto e Destaques Gerais: A Cury tem se mostrado uma das melhores operadoras listadas do MCMV, com fortíssimo desempenho ao longo dos últimos anos. Os resultados da empresa são um destaque em diferentes frentes, na evolução de margem bruta com boa execução comercial e via limpeza de safras antigas, na capacidade de entrega via grande aumento de produção de m² construídos ao longo dos anos e na geração de caixa que tem alimentado dividendos gordos. O ano de 2025 será mais um de entregas relevantes e de estresse do time de engenharia (embora já tem enfrentado situações mais desafiadores nos últimos anos), além disso temos uma possível pressão inflacionária, o que tem impacto direto nas margens das operadoras do MCMV (embora ainda seja pauta importante, assunto perdeu relevância ao longo dos últimos meses).

Desempenho Operacional: Lançamentos 100% no 3T25 ficaram em R$ 1,98 bi (+27,3% A/A; −10,7% T/T). Já nos 9M25, atingiu R$ 6,99 bi (+35,0% A/A). Notavelmente a Cury continua numa rampagem muito forte de lançamentos, que deve alcançar algo na casa de 8,0~8,5 bi no ano fechado.
Após anos de forte crescimento, agora a companhia passa uma visão de busca por estabilidade (manter um patamar mais próximo ao atual por um período mais prolongado), a fim de organizar a casa e colher os frutos plantados.

Vendas/VSO: As vendas líquidas continuam acompanhando o avanço dos lançamentos. Na ótica 100% trimestral, atingiu R$ 1,82 bi (−19,2% T/T; +27,1% A/A), o que resultou numa VSO líquida extremamente forte (trimestral) de 40,6% (−6,9 p.p. T/T; −3,3 p.p. A/A) e no LTM em 74,0% (vs. 74,3% no 2T25 e 75,4% no 3T24).

Receita líquida: R$ 1,41 bi (+5,2% T/T; +34,2% A/A). O crescimento da receita tem acompanhado a evolução dos lançamentos (sobretudo na ótica anual). É esperado que a receita continua a evoluir, mesmo sem crescimento adicionais de lançamento, em função do forte crescimento contratado ao longo dos últimos anos.

Margem bruta: continua crescendo, em cima de patamares já muito elevados, alcançando 40,0% no tri (+0,4 p.p. T/T; +1,2 p.p. A/A). A margem bruta ajustada: 40,2% (+0,4 p.p. T/T; +1,2 p.p. A/A), o que representa o melhor desempenho (assim como de VSO) entre os pares de MCMV.

G&A: Ficou em R$ 66 mi (+2,5% T/T; −2,9% A/A), representando 4,7% da receita líquida (−0,1 p.p. T/T | −1,7 p.p. A/A).

Lucro líquido: (100%): R$ 283,2 mi (+6,0% T/T; +56,8% A/A), Já o % Cury ficou em R$ 255,3 mi (+7,9% T/T; +49,6% A/A). A margem líquida na visão 100% atingiu ~20%. Mesmo considerando um cenário de menor crescimento de lançamentos, ainda enxergamos potencial para expansão relevante de lucro líquido nos próximos anos.

Geração de Caixa & Endividamento: geração em níveis muito próximos do lucro líquido (ponto ótimo/excelência operacional), alcançando R$ 233,1 mi. Com a forte geração, a dívida líquida/PL atingiu -27,4%, evidenciando potencial para distribuições adicionais.

O ROAE anualizado reportado foi de 70,6% (vs. 70,1% no 2T25; 64,2% no 3T24).

Dividendos: YTD a cia já distribuiu R$ 529 mi. Entendemos que há potencial para uma distribuição adicional de ~R$ 300 mi na competência 2025, com potencial de ser maior, a depender do entendimento sobre a tributação dos dividendos. Caso concretizado, o yield de 2025 alcançaria a casa de 7~8%.
P/L: em ~12x na ótica LTM e em ~8x na visão próximos 12 meses. Tal precificação reflete o fato de a Cury ter sido o melhor executor de MCMV entre os listados ao longo dos últimos anos.

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NÃO SE TRATA DE RECOMENDAÇÃO DE COMPRA OU VENDA

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